Queimada Grande
Distância
da costa: 35km
Profundidade média: 14m
Tipo de fundo: Pedras e areia a partir de 14m e destroços
metálicos de navio
Temperatura média (superfície) de 18º a
28º C
Visibilidade: até 20m
Melhor época para mergulho: de novembro a
julho
Ventos predominantes: Este/Sudeste |
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| Atenção
- As fotos a acima são de autoria de Rogério
Montilha |
Descrição
do Local
Está localizada a 35km da costa continental de
Itanhaém, nas coordenadas 24º 29"e 45’ e
046º 40"e 30’, visível a 33N.M.
(61km), Rumo Magnético 180º em 1997, tendo
as dimensões de 1500 x 500m2 . A placa que existia
na Ilha Queimada Grande alertando para as cobras venenosas,
desapareceu. Foi arrancada pelo tempo. Mas para os pescadores
da região o aviso era desnecessário. Todos
sabem que a ilha não é um lugar receptivo
e jamais desembarcam lá. São esses homens
do mar os responsáveis pelo nome da ilha. Cientes
do risco que corriam ao desembarcar em terra firme, eles
ateavam fogo na mata costeira para afugentar as serpentes.
A técnica deu origem à denominação
Queimada Grande, mas foi incapaz de ameaçar o
reinado da Jararaca-Ilhoa.
O
desenvolvimento dessa espécie se deu por causa
do isolamento geográfico a que foi submetida desde
a época da glaciação da Terra, há uns
10 000 anos.
Presa
numa ilha rochosa onde o alimento se resume a aves,
a jararaca passou
a subir em árvores, o
que não é natural para as espécies
do continente. Seu veneno tornou-se mais potente para
garantir a morte imediata da presa que, se demorasse
para morrer, poderia acabar no mar. A cor da pele da
cobra tornou-se menos vistosa: ocre uniforme, que varia
até um marrom claro, chamando pouca atenção.
Mas
a ousadia dos mergulhadores geralmente termina na água.
A ilha é tombada pelo Condephaat desde 1985 e
as visitas dependem de uma autorização
da Marinha. Os faroleiros habitaram a ilha até 1925,
banidos que foram pelas serpentes. Atualmente, o farol
exige reabastecimento periódico e é realizado
pela Marinha, quando muitas vezes colocam fogo no capinzal
ao longo do caminho de acesso do desembarque ao farol,
para espantar as jararacas.
Três parcéis estão localizados ao
redor da Ilha Queimada Grande: Parcel do João
Ilhéu (Sul), Parcel do sudeste (Sudeste) e Saco
das Bananas (Sudoeste) O Parcel Saco das Bananas talvez
não seja o local mais atraente, mas é um
ponto seguro com águas normalmente tranqüilas,
com profundidade de 14m., proporcionando mergulhos sem
muito esforço.
Não é à toa que ninguém
mais mora lá desde 1918, quando a marinha automatizou
o farol da ilha. Até então, apesar da inexistência
de água potável (os animais bebem apenas
a água da chuva), havia sempre um faroleiro com
sua família na Queimada Grande. Mas os sucessivos
relatos de acidentes fatais com cobras inviabilizaram
o farol manual e chamaram a atenção dos
biólogos do Instituto Butantã, que intensificaram
as viagens à ilha a partir de 1984, tendo a primeira
pesquisa científica neste viveiro natural para
o estudo desse estranho fenômeno biológico,
se deu em 1914, mas somente em 1920 foi possível
um estudo mais detalhado da espécie por Afrânio
do Amaral, do Instituto Butantã.